"Alexandre Pires - Depois do prazer"
Tô fazendo amor
Com outra pessoa
Mas meu coração
Vai ser prá sempre teu...
O que o corpo faz
A alma perdôa
Tanta solidão
Quase me enlouqueceu...
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que eu sinto
Com todo o carinho
Pensando em você...
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto
Que eu vivo sozinho
Não sei te esquecer...
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora
E a gente só pede
Pro tempo correr...
Já não sei quem amou
Que será que eu falei
Dá prá ver nessa hora
Que o amor só se mede
Depois do prazer...
Fica dentro do meu peito
Sempre uma saudade
Só pensado no teu jeito
Eu amo de verdade
E quando o desejo vem
É teu nome que eu chamo
Posso até gostar de alguém
Mas é você que eu amo...
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que eu sinto
Com todo o carinho
Pensado em você...
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto
Que eu vivo sozinho
Não sei te esquecer...
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora
E a gente só pede
Pro tempo correr...
Já não sei quem amou
Que será que eu falei
Dá prá ver nessa hora
Que o amor só se mede
Depois do prazer...
Todo um mundo de coisas
Domingo, 6 de Novembro de 2011
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Algu~a cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís de Camões
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
Racional ou Irracional?
Somos bombardeados com a crise, diariamente . Actualmente a crise é desculpa para tudo até para a má educação das pessoas! Ainda hoje vi uma senhora ser extremamente mal educada e arrogante para uma funcionária de uma loja e uma senhora que assistiu disse-me, de imediato, " A crise é que deixa as pessoas assim, é esta crise"! Ora a dita crise afecta o bolso de muita gente, essa é a verdade, mas como é que se passa do bolso para o interior de cada um? Na minha opinião, este tipo de situação que o mundo está a atravessar e a levar-nos de " arrasto" deveria servir para nos unir de forma a haver um consenso e não para nos agredirmos por tudo e por nada como se de uma guerra se tratasse. Começo a achar que, cada vez mais, nos estamos a tornar animais irracionais esquecendo a parte de que, supostamente, somos Humanos e considerados animais racionais. Infelizmente, começo a ter vergonha por ver que até os cães começam a merecer mais ser chamados de humanos do que nós próprios.
Num planeta em que a estupidez, arrogância, prepotência e falta de educação reinam ainda há quem se admire do mundo estar no estado em que está.
Num planeta em que a estupidez, arrogância, prepotência e falta de educação reinam ainda há quem se admire do mundo estar no estado em que está.
Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
O meu bolo de anos

Quando era pequena os recursos lá por casa eram muito escassos, chegámos a ser doze crianças para os meus avós vestirem, calçarem, alimentarem...enfim, tinham tudo por conta deles e como é de calcular aquilo parecia uma selva. Os mais velhos tomavam conta dos mais novos, as idades iam dos dois até aos dezasseis anos numa mistura de rapazes e raparigas, na hora de dormir chegavam a deitar-se quatro na mesma cama com a cabeça para os pés e por aí em diante. Haviam guerras, brigas, cabeças partidas e o resto dá para calcular. No meio de tudo isto acabei por ter apenas duas festas de anos durante a minha infância pois só se podiam realizar quando os meus avós estavam mais desafogados lá por casa, ou seja, era só eu e eles. Acho que, no fundo, isso até me fez bem porque com a acessibilidades que as pessoas têm hoje em dia acabam por não dar valor a nada e deste jeito ainda parece que vejo aqueles dois bolos de anos á minha frente. O primeiro foi quando tinha seis anos, os estrumpfes estavam na moda e então a minha avó mandou fazer um bolo alusivo ao tema com árvores feitas de cones de gelado e coisas do género, estava lindo! Apesar de não ter tido prendas, aquele bolo preencheu-me para o resto da vida pois nunca o esquecerei. O outro era mais simples e eu fazia nove anos, era de doce de ovos com uma rosa no meio mas sei que intenção foi a melhor e por isso adorei como se de um bolo com uma barbie, ou algo assim, se tratasse. Hoje em dia não abdico de uma festa de anos para os meus filhos e faço questão de escolher um bolo com um tema que eles gostem, sei que eles nunca se irão lembrar de todos os bolos que tiveram mas ao menos nunca se vão poder queixar de não os terem tido. Felizmente mudam-se os tempos...
Saudades...

Avô, sei que já não estás por cá e que deves ansiar por paz e descanso, não penses que te quero perturbar na tua tranquilidade apenas quero que saibas que estás sempre no meu pensamento e parece que quanto mais o tempo passa mais penso em ti. Vejo-te nos cozinhados pois lembro-me daquele gostinho especial que colocavas na comida, vejo-te na roupa porque gostavas de a lavar á mão mas não a estendias para os vizinhos não verem que fazias essas tarefas e tento ver-te cada vez que passo em frente àquela que foi a tua última casa, tenho sempre a sensação de que lá estás á porta sentado na caixa de madeira que nunca largavas! Parece que tudo me trás recordações tuas, até das bebedeiras que apanhavas e ficavas ao fundo das escadas com o cão ao lado á espera que a avó te fosse buscar-me recordo, parece que te oiço a chamares-me...estás tão vivo na minha memória. Eras diferente, eras especial, eras e sempre serás...o meu avô! Adoro-te SEMPRE!
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